terça-feira, 26 de maio de 2009

A verdade não é tão fácil, meu bem.

Até os seus 14 anos, Ana achava a vida tão doce, talvez seja porque ela se contentava com pouco, ou talvez porque não exigia tanto de si, como exige agora.Poucos dias antes de completar seus 15 anos, olhou atentamente as estrelas ( ela já não as via ha muito tempo) e percebeu que uma daquelas estrelas, a menor delas, parecia lutar para continuar esplendidamente bela, mas não conseguia ser tão exuberante como as outras estrelas maiores que a rodeavam.Parecia que ela queria mostrar para todos a sua existência, e que era digna de ser cortejada por admiradores que para lá olhavam, de receber pedidos para quem sabe poder realizar-los, pedidos que eram feitos apenas para as estrelas maiores, que dizem ser a estrelas da sorte.O que ela seria? só mais uma estrela sem graça,sem sorte, e com pouca luz, assim como tantas outras que por aí existem? Ou será que a sua hora de brilhar ainda viria, que ela não era como as outras, e que um dia seria tão grande e tão bela a chegar ao ponto de ser invejada?Parecia que a primeira opção era mais provável, a segunda não passava de uma utopia.Depois de muito observar, Ana deitou-se, e um vazio profundo a atingiu, parecia que ela tinha visto sua histórias sob o céu, parece que ela realmente tinha caído na real, e pode ter certeza que isso não foi fácil para ela, talvez tinha sido melhor se ela continuasse pensando que ela era a lua, e não a pequena estrela. (Março 2009)

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